Você já sentiu que, por mais que sua empresa esteja sólida, o perigo parece vir “de fora”? Se você atua na gestão de grandes operações, sabe do que estou falando. Você assina um contrato com um fornecedor que parece impecável, mas, seis meses depois, o serviço começa a falhar, os processos trabalhistas batem à sua porta e você descobre que aquele parceiro entrou em Recuperação Judicial.
O problema é que, no cenário atual, não dá mais para contar com a sorte ou com uma análise de documentos feita uma vez por ano. O mundo mudou, e o Ranking Mundial de Insolvência é a prova disso. Mas aqui está o segredo: quem sabe ler esses números antes de todo mundo não apenas evita prejuízos, mas domina o mercado. Neste artigo, vamos mergulhar na posição do Brasil nesse ranking e entender como você pode usar essa inteligência para blindar sua operação com a ajuda da NEOT.
O cenário global: A ressaca dos estímulos e o fim do “dinheiro barato”
Para entender por que a sua operação corre perigo hoje, precisamos olhar para o que aconteceu nos últimos três anos.
Durante a pandemia, o mundo viveu em uma espécie de “bolha de proteção artificial”. Governos ao redor do globo injetaram trilhões de dólares para evitar um colapso em massa, criando uma liquidez facilitada que mascarou empresas que já estavam em dificuldades, as chamadas “empresas zumbis”. Mas essa bolha estourou. O que estamos vendo agora é a ressaca econômica. Com a inflação persistente, os bancos centrais elevaram as taxas de juros para patamares que não víamos há décadas. O resultado? O custo da dívida disparou. Aquela prestadora de serviço que sobrevivia de empréstimos baratos agora se vê sufocada.
De acordo com o Global Insolvency Report da Allianz Trade, as falências empresariais no mundo devem registrar um aumento de 5% em 2026. Este é o terceiro ano consecutivo de alta, um sinal claro de que a economia global está “limpando” o mercado, e quem não estiver preparado será levado pela correnteza.
O Ranking Global de Insolvência: Onde o risco é mais crítico?
O ranking não deixa dúvidas: a crise de solvência não escolhe geografia, mas atinge com mais força onde o custo de energia e os juros são proibitivos. Ao analisar o estudo da Allianz Trade, vemos que economias que antes eram sinônimo de estabilidade agora lideram as projeções de quebras:
- França: Previsão de +18% de insolvências, atingida pelo fim dos subsídios estatais;
- Alemanha: Crescimento de +13%, sofrendo com o alto custo da energia industrial;
- Itália: Aumento de +12%, refletindo a fragilidade do setor de serviços;
- Reino Unido: Alta de +10%, ainda lidando com as sequelas do Brexit e juros altos;
- Estados Unidos: Previsão de +7%, à medida que as condições de crédito se tornam mais rigorosas.
Por que isso importa para você, gestor no Brasil?
Em um mundo hiperconectado, a insolvência de uma empresa na Europa ou nos EUA pode travar a entrega de um componente crítico para a sua obra aqui. Mais do que isso: esse ranking serve como um espelho do que acontece nos mercados emergentes. Se as potências estão sofrendo, países como o Brasil, que possuem juros estruturalmente mais altos, enfrentam um risco de crédito ainda mais volátil.
É nesse cenário que a NEOT se torna indispensável. Enquanto o ranking global mostra o “macro”, a NEOT entrega o “micro”. Nós aplicamos essa inteligência para garantir que a sua cadeia de suprimentos não seja contaminada por essa onda global de insolvência. Ter a visão desse ranking permite que você antecipe crises e escolha parceiros que tenham saúde financeira para atravessar essa ressaca global sem comprometer a sua entrega.
O Brasil no olho do furacão: Por que o risco de insolvência é uma realidade latente?
Se o cenário global é desafiador, o Brasil apresenta particularidades que colocam o país em uma posição desconfortável nos índices de risco.
Segundo o Indicador de Recuperação Judicial da Serasa Experian, divulgado pelo portal CNN, os pedidos de recuperação judicial no país deram um salto alarmante de 61% no último fechamento consolidado, e a tendência de alta permanece firme. Mas o que realmente causa essa “epidemia” de insolvência entre prestadores de serviço e como isso vira um problema para você? Para um gestor de alta performance, entender a causa raiz é a chave para a prevenção. Por que as empresas quebram no Brasil?
Diferente de economias mais estáveis, o Brasil impõe um “triatlo de obstáculos” para as empresas terceirizadas:
- Custo de Capital Elevado: Mesmo com as oscilações da Selic, o crédito final na ponta para a pequena e média empresa continua sendo um dos mais caros do mundo. Para uma terceirizada que depende de capital de giro para pagar salários antes de receber o faturamento, os juros bancários tornam-se um sócio invisível que drena toda a margem de lucro;
- Endividamento Estrutural e Alavancagem: Muitas empresas operam no limite. Qualquer atraso em um cronograma de obra ou a falta de reajuste frente à inflação de insumos (como cabos, combustíveis e equipamentos) é o suficiente para desequilibrar o fluxo de caixa de forma irreversível;
- Complexidade e “Custo Brasil”: A carga tributária e a insegurança jurídica exigem que a empresa tenha uma gestão administrativa impecável. Quando a gestão falha, a insolvência é o destino imediato.
O efeito cascata e o perigo da Responsabilidade Solidária
Você já se perguntou qual o impacto real da quebra de um fornecedor na sua mesa? O efeito é sistêmico e raramente fica restrito ao fornecedor. No setor elétrico e de infraestrutura, onde a conformidade técnica e a segurança do trabalho são inegociáveis, a insolvência de um parceiro gera um efeito dominó perigoso. O risco mais crítico, e que muitas vezes é negligenciado até o momento da intimação, é a responsabilidade solidária.
Conforme a Súmula 331 do TST, se o seu prestador de serviço entra em colapso financeiro e deixa de honrar encargos trabalhistas e previdenciários, a conta será apresentada à sua empresa. Você acaba pagando duas vezes pelo mesmo serviço: uma vez para o fornecedor e outra para a justiça. Além do prejuízo financeiro direto, sua operação enfrenta:
- Paralisia Operacional: Interrupção de manutenções críticas e atrasos em obras de expansão que geram multas regulatórias pesadas;
- Dano Reputacional: Ter o nome associado a empresas que não cumprem obrigações sociais ou que operam sem segurança é um risco que nenhum comitê de ESG aceita mais;
- Custo de Substituição Emergencial: Contratar um novo parceiro às pressas para assumir um contrato abandonado custa, em média, 30% a 50% mais caro do que uma contratação planejada.
Como a NEOT antecipa o que os olhos comuns não vêem?
A grande pergunta que os gestores fazem é: “Como identificar esse risco antes que ele se torne um problema judicial?”. A resposta está no monitoramento constante de indicadores de saúde financeira que vão muito além da simples Certidão Negativa de Débitos (CND).
Na NEOT, nós entregamos essa inteligência preditiva. Enquanto o mercado olha para o passado (certidões que mostram o que já aconteceu), a NEOT olha para o presente e futuro. Nós monitoramos:
- Índice de Liquidez Corrente: A capacidade real da empresa de honrar dívidas no curto prazo;
- Frequência de Protestos e Pendências: Sinais claros de que o fluxo de caixa está estrangulado;
- Regularidade em Tempo Real: Verificamos se os depósitos de FGTS e encargos sociais estão sendo feitos rigorosamente em dia, detectando o primeiro sinal de fumaça antes do incêndio.
A vantagem competitiva aqui é a segurança. Ao centralizar sua gestão de terceiros com a NEOT, você não apenas cumpre uma etapa de compliance; você blinda sua operação contra as estatísticas do ranking de insolvência. Você passa a ter uma cadeia de suprimentos auditada, saudável e, acima de tudo, confiável.
Proteja sua operação contra o Ranking de Insolvência
Estar ciente da posição do Brasil no ranking mundial de insolvência é o primeiro passo para uma governança corporativa sólida. No entanto, a consciência sem ação é um risco latente. Para empresas que buscam eficiência operacional e blindagem jurídica, o monitoramento manual de fornecedores já não é suficiente. A tecnologia é a única ferramenta capaz de escalar o compliance e garantir que sua cadeia de suprimentos seja resiliente aos choques econômicos.
Sua cadeia de suprimentos está segura? Não espere um pedido de recuperação judicial para descobrir que seu fornecedor estratégico está em crise. Antecipe-se aos riscos e garanta a continuidade do seu negócio com a solução líder em gestão de terceiros no setor elétrico.
Acesse agora o portal NEOT e descubra como elevar o nível de compliance da sua empresa.